#DASEMANA: Por que eu comecei a meditar e você também deveria!

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Há cerca de um ano eu percebi que a correria do dia a dia estava me desconectando da minha essência. O fato de exercer diversos papéis na vida, de ter que conciliar o meu trabalho, vários projetos, a vida de mãe, namorada, dona de casa, etc… estava me afastando de coisas que fazem o meu coração bater mais forte. Foi então que eu decidi fazer uma pausa de uma semana sem redes sociais para observar melhor todos os campos que eu sentia estar imcompletos na minha vida e algo me passou pela cabeça. Acho que eu deveria meditar!

 

Como eu nunca havia meditado antes eu nem sabia por onde começar. Então fui ao Youtube (excessão permitida nessa pausa de redes sociais) porque fui pesquisar sobre “meditação para quem nunca meditou“. Foi então que me apareceu o vídeo da Flávia Melissa, psicóloga, pós-graduda em acupuntura, que publica no seu canal vídeos sobre diversos assuntos relacionados ao auto-conhecimento e desenvolvimento, inclusive ensinando algumas técnicas de meditação.

Nesse mesmo dia eu decidi então que meditaria pela primeira vez. Como não tinha ideia do que estava fazendo recorri a App Store e fiz o download do aplicativo de meditação guiada Insight Timer. O aplicativo é gratuito e tem mais de 5 mil tópicos para meditação, como amor-próprio, perdão, para dormir melhor, lei da atração. Opções não faltam.

Além disso, o Insight timer tem uma área destinada à prática de mindfulness, onde escolhemos o tempo que pretendemos meditar, uma música de fundo ou mantra e um sino que marca o início e o final da prática. Na minha primeira meditação, inocentemente escolhi 30 minutos. Foi tão intenso e profundo que para mim passou voando. Foi então que me apaixonei pela prática na primeira tentativa.

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Hoje tenho consciência de que 30 minutos é um muito tempo e que meditar tranquilamente por um período tão longo nem sempre é simples e recompesador assim. Há dias que 5 ou 10  minutos de prática já parecem uma eternidade e a mente começa divagar com pensamentos: “Quando vamos sair daqui”? “O que tem para o jantar”? “O que vamos fazer amanhã”?

Isso é normal! É para isso que nossa mente exist, não é mesmo? O importante é não deixar que esses pensamentos te impeçam de tentar no próximo dia e com o tempo também vamos aprendendo a lidar com eles. Durante a prática, quando o pensamento dispersa, devemos deixar que eles passem como nuvens, tipo assim: “que bacana que você está preocupada com o jantar mas nesse momento eu estou apenas inspirando e expirando”. E assim retornar o foco para a sua respiração.

Desde que comecei a meditar, muitas coisas mudaram na minha vida. A forma com a qual vejo o mundo, a maneira como lido com os desafios do dia a dia, até mesmo a forma de cuidar de mim mesmo e minha alimentação estão mudando, sem esforço. A forma de aproveitar as viagens se modificou. O mundo ficou bem mais bonito.

Mas, o principal efeito, no entanto, tem sido maneira com a qual lido com meus sentimentos. Sinto que estou ‘mais forte’, passei a compreender de onde aparecem os meus momentos de tristeza e saio dele mais facilmente.

Claro que ainda sou ‘apenas uma criança’ dando os seus primeiros passos nesse mundo da meditação, estou aprendendo e não tenho autoridade alguma para falar sobre o tema. De qualquer forma queria compartilhar a minha experiência, para quem sabe despertar a curiosidade de mais pessoas para a prática.

No momento ainda estou aprendendo e testanto muitas das diversas técnicas existente. Até agora, as técnicas com as quais mais me identifico são Vispassana. “A meditação Vipassana envolve o desenvolvimento da “atenção plena”, levando o nosso foco para respiração. Nos Estados Unidos e Europa ela é referida como mindfulness ou atenção plena, em tradução livre.

Esta prática de meditação envolve principalmente a observação da respiração como forma de focar no momento presente.

Agora você deve estar se perguntando: Será que eu deveria meditar? Para mim a resposta mais sensata é: tente! Se permita experimentar.

Sempre que comento sobre meditação, seja com amigos ou mesmo no Instagram Stories @viajarpelaeuropa, onde tenho falado muito sobre o tema, noto que esse é um assunto muito mistificado na ideia das pessoas. Ouço frases como: “Meditação não é para mim”. “Eu não consigo não pensar em nada”. Acredito que há algum tempo atrás eu também tinha esse tipo de pensamento equivocado.

Pensar que “meditação não é para mim”, é uma forma de auto-sabotagem. Como podemos saber se nos adaptaremos ou não à essa prática se não tentarmos? A verdade é que temos a mania de colocar objeção em tudo que achamos difícil ou nas coisas que acreditamos ser impossíveis de alcançar, não é mesmo?

O sueco Björn Lindeblad, um ex-monge budista, afirmou no podcast Framgångspodden (em sueco) que “a meditação não é para todo mundo”. Em resumo, você tem que estar aberto a essa prática. No fim das contas é o seu livre-arbítrio que manda aqui também. Meditação é para você que quer meditar.

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Não digo que é algo simples, mas como mencionei algumas vezes nesse texto, meditação é um prática e isso implica que você vai ter que praticar {risos}. Ou seja, testar, experimentar e no futuro ver qual técnica vai funcionar para você ou mesmo chegar a conclusa que não é para você.

Sobre o outro mito em torno do tema, não pensar em nada não é o propósito da meditação. De acordo com o site Mental Health Daily: “A meditação é uma prática que envolve focar a atenção. O foco dessa atenção pode ser em um mantra, o processo de respiração (inalação e exalação), uma visão, uma emoção, uma área do corpo ou mesmo em outra pessoa”.

Em outras palavras, a meditação é uma prática que vai te permitir focar em apenas um objeto, ou assunto, no caso da meditação  guiada, no lugar de deixarmos nossa mente vagueando em inúmeros pensamentos ao mesmo tempo.

Umas das frases que, para mim, melhor define a meditação diz que “meditar é dar a você mesmo umas férias internas”. Ao meditar você se dá permissão para ser você mesmo, para se conhecer melhor, para curar dores do passado, para entender melhor os seus sentimentos e até mesmo para criar os ss que você deseja alcançar no futuro.

Acho que a meditação é, inclusive, um ato de amor próprio. Passamos a nossa vida dando conselhos, suporte para nossos amigos, familiares, parceiros(as), estendendo a mão aos que nos pedem ajuda. Então, porque não oferecer esse mesmo amor a nós mesmos? Com um ato simples: parando para “ouvir nosso coração”, e se dando permissão para cuidar de você mesmo.

Nesse momento você já deve estar pensando que “não tem tempo para isso”, acertei? Engana-se quem pensa que para meditar é necessário muitas horas. Você pode começar com 5 ou 10 minutos por dia, os benefícios serão notados em poucos dias de prática.

Agora se você leu esse post até aqui e chegou a conclusão de que não tem esse tempo para meditar, talvez isso já seja motivo suficiente para começar hoje mesmo.

Se nesse momento você acha que não tem 5 minutos do seu dia para doar a você mesmo, alguma coisa não está certa nessa matemática.

Pense nisso! Medite!

Comece com um aplicativo, com vídeos no youtube, ou com os sons da natureza. Não existe certo ou errado e você não precisa diretamente começar um curso para aprender a meditar.

E você, já tentou ou tem curiosidade de começar a meditar? Deixe seu comentário para trocarmos experiência. Vou adorar!

Beijos e bom fim de semana!

Fotos por: Talitha Cicon Photography

Fontes: Mental Health Daily
Zazen
Psychology Today

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