Eu saí da Índia mas a Índa não saiu de mim

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índia

Sabe quando você está com o corpo presente em um lugar mas sua alma está divagando em outro canto do mundo? Pois é, estou vivendo esse momento.

Tenho falado repetidamente sobre as mudanças que ocorreram na minha vida e no meu modo de pensar desde que voltei da Índia.

Essa foi uma viagem intensa, tive experiências inesquecíveis mas acima dos passeios que fiz por lá, o que me mantém conectada com a Índia é o encontro que tive comigo mesmo e com a tão falada felicidade.

Índia
Mas afinal o que aconteceu por lá que trouxe assim tantas mudanças para minha vida? Que mudanças são essas?

Eu sou uma pessoa muito espiritual (difente de religiosa, tá?).  Acredito na energia que emanamos e que recebemos do universo, acredito que somos seres capazes de trazer mudanças para o mundo. Que essa mudança já existe dentro de nós. Mas também não é sobre isso que vim falar, não nesse texto.

Entrei nesse assunto porque é importante mencionar que a Índia é um lugar que te convida a viver essa espiritualidade. As supertições, simbolismos e crenças estão presentes na cultura e são intensamente vividos no dia dia por ali. Seja em práticas como yoga ou ayurveda, na leitura do horóscopo ou no culto aos deuses.

Talvez tenha sido esses detalhes que me fizeram conectar tanto com o lugar.

primeira vez na Índia

Faz cerca de um ano que pratico meditação, também tenho lido e estudado sobre o tema. Depois posso trazer algumas dicas sobre o quanto essa prática pode trazer benefícios para a sua vida.

Na Índia tive tempo e espaço para olhar para dentro de mim e solucionar, de uma forma muito simples, questões que pareciam imposíveis de resolver. Parece que o universo me deu a permissão para respirar e viver essa tranquilidade.

A verdade é que eu estava sozinha, em um lugar completamente desconhecido, eu pouco li sobre as atrações e experiências que poderia viver. Viajei com meu coração aberto e sem nenhuma expectativa. Embarquei sem saber o que esperar.

Talvez tenha sido esse o encanto de estar na Índia. Eu estava de coração aberto para receber o que quer que me fosse oferecido. E foi assim que eu recebi sorrisos, abraços, que fiz amigos.
Índia

Foi assim que eu estive aberta para ver o mundo ao meu redor sem julgar e também não estava ali para fingir ser quem eu não sou e nem para me comportar do jeito que as pessoas esperassem.

Eu estava ali sendo simplesmente eu. Na minha essência, fazendo o que amo, agindo do meu jeito. Ali eu não era a mãe da Nicole, a amiga da fulana, a jornalista, a filha ou namorada. Eu era simplesmente eu. Com todas minhas qualidades e defeitos, com todos os meus medos e incertezas. E isso foi libertador.

Índia

Foi assim que eu obsersevei que na Índia os problemas da nossa vida existem para serem solucionadas. Seja alguém que reclama de uma dor nas costas o outro que está com o coração partido. Todas as dores estão ali para serem curadas.

Tive a honra de dividir essa viagem com a professora de Yoga, Nuthan Manohar, uma pessoa com uma aura iluminada, que está sempre com um sorriso no rosto e tem sempre uma palavra para confortar nossa mente e coração.

Quantas vezes vi e ouvi a Nuthan reclamar que estava cansada mas era ela a primeira e se predispor a ajudar alguém que reclamasse de dores. Deixava de lado seu almoço para fazer uma massagem em um dos fotógrafos que reclamava da dor de andar o dia inteiro naquele calor levando câmeras pesadas.

Outras vezes ela colocava de lado sua incertezas para dar conselhos para alguém que tinha medo. Ela parava o que estivesse fazendo para auxiliar quem estivesse precisando de ajuda.

Assim percebi que sempre temos a possibilidade de resolver, de ajudar ou de fazer algo por alguém ou por você mesmo. Nós é que adiamos esses pequenos gestos colocando a culpa nas nossas vidas sempre muito ocupadas.

E sabe aqueles tais problemas que pensamos não ter solução? Pois é, parece óbvio mas ali entendi finalmente que os problemas que não têm solução não são problemas.

Afinal temos duas escolhas: deixar que o problema consuma nosso dia a dia ou aceitar que não temos o poder de solucioná-lo e seguir em frente sem deixar que esse detalhe nos impeça de ser feliz.
pela primeira vez na Índia

E por falar em felicidade. Foi esse o grande aprendizado dessa vigem. Passamos a nossa vida procurando coisas que nos tragam esse bem estar. Procuramos essa felicidade em objetos, em pessoas. Mas nos esquecemos de procurar a felicidade dentro de nós mesmos. E assim vamos vivendo nossa vida na depedência de coisas externas.

Que loucura isso de deixar nossa felicidade nas mãos de algo ou alguém, não é?

Índia

Durante os dias que tive na Índia tive tempo para observar coisas que me fazem bem: as vezes era uma brisa que acariciava meu cabelo em um dia de calor extremo, ou possibilidade de admirar o pôr do sol, ou a alegria de superar medos e limites e experimentar coisas novas.

Outras vezes era dançar sem pensar no julgamento de quem estivesse ao redor, ou passar horas jogando conversa fora e aprender sobre a vida nesses bate-papos que parecia sem nenhum propósito.

Agora que experimentei essa felicidade plena eu a guardei em um lugar de honra no meu coração e toda vez que algum problema do cotidiano bate na minha porta eu abro esse baú do tesouro e trago a sensação da brisa que acaricia meu cabelo e o som da música que me faz dançar. E definitivamente não deixo que os problemas sejam maiores que essa minha felicidade. The wedding gown designed by Lunss.com

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Ao escrever esse texto sinto novamente meu coração preenchido pelo calor que moveu e me encheu de motivação para seguir meu caminho de sonhos. Nesse momento me sinto preparada para conquistar o mundo.

Índia, eu volto! <3

Viajei para Índia para participar do Kerala Blog Express, um encontro promovido pelo Turismo de Kerala, que reúne bloggers de várias partes do mundo com o intuito de promover o turismo na região de Kerala, no Sul da Índia.

Créditos: As fotos desse post foram cedidas por Jinson Abraham, renomado fotógrafo de moda e lifestyle do Sul da Índia. E também pela queria amiga blogger Carla Mota do blog Viajar entre Viagens.

 

 

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2 COMMENTS

    • Muito amor pela Índia, não é Carla? Que bom que gostou da reflexão porque não é tarefa fácil explicar o que sentimos na Índia e pela Índia. <3

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