#DASEMANA: Quase 3 anos depois… Brasil, aqui vamos nós!

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viagem ao Brasil
Foto por: @michellejobphotography

Essa vai ser uma viagem especial. Volto ao Brasil apenas com a Nicole. Minha filha e companheira de viagens, que agora já entende, participa e está tão ansiosa quanto eu para pisar no lugar de onde tanto ela ouve falar.

Ansiosa por chegar onde tem sol e pão de queijo. Querendo abraçar logo a tia Gabi, a vovó Gelma e o vovô Geraldo. Doida para ver o tal Brasil onde todas as crianças falam e brincam em português.

A mala está pronta e o coração uma explosão de sentimentos. Custo a acreditar que em algumas horas vamos pegar aquele voo. Também tenho dificuldade em acreditar que já se passaram quase 3 anos desde a última vez que eu estive com minha família. Que eu abracei meus amigos. Que eu coloquei uma pedra na dor que se chama saudade para que viver por aqui de uma forma mais branda.

Quando me perguntam sobre a experiência de morar no exterior, essa sem dúvida é a parte mais amarga. Conviver todos os dias com uma saudade que só aumenta. Mas que por bem ou por mal, aprendemos a lidar com ela. As vezes a gente chora…

Ainda assim tentamos não deixar que essa dor seja mais forte que a crença nos sonhos que nos tiraram dos braços das pessoas que amamos e seguimos. Sobrevivendo!

Aí chega a hora de voltar e nosso coração não sabe lidar com tudo isso e transforma a saudade em lágrimas, em borboletas na barriga, em medo!

É difícil explicar porque fiquei tanto assim sem ir ao Brasil. Porque na verdade nem eu mesmo entendo. Mas acho que é mesmo o medo, sabe? Medo de ir e querer ficar. Pois depois de 10 anos morando fora eu aprendi a amar muitas coisas do lado de cá mas tem horas que as raízes falam mais alto, sabe? Acho que eu estou com medo de ter chegado essa hora.

Além disso, agora que também sou mãe passei a entender a dor da minha mãe. Entendo que não deve ter sido fácil ver a filha voar para terras tão distantes e ainda assim ficar do outro lado apoiando e também convivendo com essa tal de saudade.

Nunca entendemos o coração de uma mãe até nos tornamos uma. Hoje viajo com o coração apertado e acho que no meio disso tudo, também com vergonha de ter demorado tanto.

Acho que essa viagem está mexendo tanto comigo porque sinto que devo um pedido de perdão a minha mãe. E a todas as mães que sofrem a ausência dos filhos. Sinto que devo me retratar por ter estado tanto tempo longe. Por ter escolhido viver longe dela. Por voar tão longe e deixar o meu espaço vazio naquela casa. Acho que nunca vou estar preparada para o dia que a Nicole fizer as malas delas. E olha quem fala! {risos}

Por isso tenho que ir correndo pedir desculpas por ter feito isso.

A jornada vai ser longa. Duas conexões e um voo de 11 horas. Até lá acho que já vou ter chorado um oceano inteiro e ter “furado” o relógio de tanto verificar se estamos quase lá.

Mas é isso Brasil, prepara o pão de queijo e o abraço apertado porque estamos chegamos.

Beijos

Créditos: A foto de capa desse texto é de autoria da querida e talentosa Michelle Job Photography, fotógrafa profissional em Estocolmo.

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